Princípios de aplicações de rede
Suponha que você tenha uma grande ideia para uma nova aplicação de rede. Essa aplicação será, talvez, um grande serviço para a humanidade, ou agradará a seu professor, ou fará de você um homem (ou mulher) rico(a), ou simplesmente será divertido desenvolvê-la. Seja qual for sua motivação, vamos examinar agora como transformar a ideia em uma aplicação do mundo real.
O cerne do desenvolvimento de aplicação de rede é escrever programas que rodem em sistemas finais diferentes e se comuniquem entre si pela rede. Por exemplo, na aplicação Web há dois programas distintos que se comunicam um com o outro: o programa do browser, que roda na máquina do usuário (computador de mesa, laptop, PDA, telefone celular e assim por diante); e o programa do servidor Web, que roda na máquina do servidor Web. Outro exemplo é um sistema de compartilhamento de arquivos P2P no qual há um programa em cada máquina que participa da comunidade de compartilhamento de arquivos. Nesse caso, os programas de cada máquina podem ser semelhantes ou idênticos.
Portanto, ao desenvolver sua nova aplicação, você precisará escrever um software que rode em vários sistemas finais. Esse software poderia ser criado, por exemplo, em C, Java ou Python. Importante: você não precisará escrever programas que executem nos elementos do núcleo de rede, como roteadores e switches. Mesmo se quisesse, você não poderia escrever programas para esses elementos. Como aprendemos, equipamentos de núcleo de rede não funcionam na camada de aplicação, mas em camadas mais baixas, especificamente na de rede e abaixo dela. Esse projeto básico — a saber, confinar o software de aplicação nos sistemas finais, facilitou o desenvolvimento e a proliferação rápidos de uma vasta gama de aplicações de Internet.
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